Tudo indica que desta vez vai mesmo ter as audiências de instrução e julgamento do processo da Operação Monte Carlo, marcadas para hoje e amanhã na Justiça Federal, em Goiânia. Os advogados do empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, dizem que não existe petição em trâmite solicitando o cancelamento e que, apesar das diligências exigidas não terem sido cumpridas totalmente, eles preferiram não levar adiante essa discussão.
Marcadas inicialmente para os dias 31 de maio e 1° de junho deste ano, as audiências foram canceladas na noite anterior à data, por meio de decisão liminar expedida pelo desembargados federal Tourinho Neto. Na ocasião, ele evidenciou no texto que os advogados dos réus careciam do cumprimento de algumas diligências para constituírem a defesa. E que só após o cumprimento é que as audiências poderiam ser realizadas. Uma delas era o total acesso aos relatórios das mais de 250 mil horas de ligações interceptadas pela Polícia Federal.
O advogado Augusto Arruda Botelho, do escritório da criminalista Dora Cavalcanti, que defende Carlinhos Cachoeira, chegou ontem a Goiânia para acompanhar a chegada do réu e se encontrar com ele. Botelho afirma que não teve acesso a muitas das informações requeridas. Duas empresas telefônicas, a Nextel e a Claro, não corresponderam a contento ao que foi solicitado, disponibilizando apenas parte dos dados. As operadoras chegaram a ser multadas em R$ 5 mil por dia pelo juiz da 5ª Vara Federal em Goiás e responsável pelo caso, Alderico Rocha Santos.
Augusto Arruda afirma que são todas informações essenciais para os advogados dos réus, mas que a defesa de Cachoeira, após novo pedido de adiamento das audiências ter sido negado, no último dia 19, pelo juiz do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), José Alexandre Franco, decidiu por não entrar com nova solicitação. A situação, no entanto, não desanima os advogados. Botelho diz que a equipe trabalha com a expectativa de total e absoluta absolvição de todos os réus.
Audiências
O juiz Alderico Rocha dividiu as audiências em dois dias. Hoje, a partir das 9 horas, serão ouvidas quatro testemunhas de acusação e, a partir das 14 horas, outras 10 testemunhas de defesa. A quantidade se manteve a mesma das audiências que eram para ter acontecido no final de maio, mas outras pessoas, com residências fora de Goiânia, já foram ouvidas pela Justiça Federal. Muitas delas, em Anápolis.
O juiz Alderico Rocha dividiu as audiências em dois dias. Hoje, a partir das 9 horas, serão ouvidas quatro testemunhas de acusação e, a partir das 14 horas, outras 10 testemunhas de defesa. A quantidade se manteve a mesma das audiências que eram para ter acontecido no final de maio, mas outras pessoas, com residências fora de Goiânia, já foram ouvidas pela Justiça Federal. Muitas delas, em Anápolis.
Os réus vão acompanhar os depoimentos das testemunhas, mas só vão falar amanhã, também a partir das 9 horas. São eles: Carlos Augusto de Almeida Ramos (Cachoeira), Gleyb Ferreira da Cruz, Idalberto Matias de Araújo (Dadá), José Olímpio de Queiroga Neto, Lenine Araújo de Souza, Raimundo Washington de Souza Queiroga, Wladmir Garcêz Henrique e Geovani Pereira da Silva (foragido). A defesa deste último, mesmo ele estando foragido, vai comparecer a audiência hoje.
O advogado Calisto Abdala Neto é quem responde por Geovani. Segundo ele, o réu indicou cinco testemunhas e três delas já foram ouvidas em Anápolis. As outras duas – Divino Pereira e João Evangelista – vão prestar depoimento hoje. Dos oito réus, apenas Cachoeira e Gleyb permanecem presos. Eles foram transferidos, ontem, para a Superintendência da Polícia Federal, em Goiânia. Os demais já tiveram a liberdade concedida.
Transferência
Carlinhos Cachoeira saiu da Penitenciária da Papuda, em Brasília, por volta das 9h30. Ele foi trazido por viaturas da Polícia Federal, que se juntou aos agentes do Departamento Nacional Penitenciário (Depen) para fazer a escolta. O contraventor chegou na sede da Superintendência da PF, em Goiânia, às 11h50 e foi levado para uma carceragem de cerca de seis metros quadrados, com cama e banheiro, apenas. O outro réu preso, Gleyb Ferreira, que estava detido no Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, foi transferido no final da tardes. Eles vão ser levados nesta manhã para o prédio da Justiça Federal para acompanhar as audiências.
Carlinhos Cachoeira saiu da Penitenciária da Papuda, em Brasília, por volta das 9h30. Ele foi trazido por viaturas da Polícia Federal, que se juntou aos agentes do Departamento Nacional Penitenciário (Depen) para fazer a escolta. O contraventor chegou na sede da Superintendência da PF, em Goiânia, às 11h50 e foi levado para uma carceragem de cerca de seis metros quadrados, com cama e banheiro, apenas. O outro réu preso, Gleyb Ferreira, que estava detido no Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, foi transferido no final da tardes. Eles vão ser levados nesta manhã para o prédio da Justiça Federal para acompanhar as audiências.